quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pra nós, todo o amor do mundo.

Então é isso? Vida, respira amor; respira suor, respira lágrimas, respira desejos. Desejos talvez reprimidos pelo fato da palavra ser apenas pele. Pele que cola, gruda, arranha. Pele arranhada. Maõs calejadas. Vida calejada. Vivemos em busca dele. Só ele faz sofrer na mesma intensidade que faz viver. Por favor, não vá. Diz ela em voz baixa, voz que sai cuspida pra fora das suas lágrimas. Lágrimas que tiram o ar. Senta no chão do seu quarto, senta em cima das roupas jogas e pisoteadas. Se olha no espelho. O que você ve? Ve você? Você, com a cara lavada de lágrimas. Soluços. Unhas cravadas. Espelho. Você. Amor. Sofrimento. Dor.
Então é isso? Assusta a família toda, seus amigos mais importantes. Pra que? Não consegue encarar de frente a sua dor.
Então... é isso. Deita comigo, não consigo dormir. Deita aqui, me beija. Por que me ignora? Sou sua, sempre fui. Me beija. Juro que não vou esquecer do que fez, do que falou. Apenas quero aproveitar você pelas últimas horas que me restam. Ok, desisto. Deito no seu peito. Não me encosta. Não sou acostumada a ser regeitada por você. Volta pra sala. Sai daqui. Antes, me abraça. Não, não vou esquecer. Vai dormir aqui? Deita aqui. Me abraça. Não, não me encosta. Me faça dormir com sua respiração, é só isso que eu preciso. Saber que você está aqui. Não pega na minha mão. Não respira na minha nuca. Não me faz perder a cabeça. O que está acontecendo? Você quer? Ignorar o que se passou? Me pega com força. Sou sua... eu disse que sempre fui sua. Gemidos. Segundos de explosões no quarto escuro. Deita aqui, em silêncio. Preciso dormir. Te amo. O que? Te amo. Não entendi. TE AMO. Não, não quero respostas. Sei a sua resposta. Resposta em silêncio, sem palavras. Resposta que veio horas depois, resposta que veio com o sol. Resposta no novo dia.

AMOR.

Então, talvez seja isso... Vivemos pra ele. Amor que foje, amor que arde, amor que prende. Ciúme. Ciúme de todas as meninas que já beijaram sua boca. Que já tiveram você dentro delas. Meu. Me prende. Me puxa. Me segura. Quase arranca meus cabelos. Me machuca. Me morde. Faz exatamente do jeito que você quer. Sou sua.

Então, penso que seja isso... Odeio o fato de saber que você já teve várias, mas ao mesmo tempo, adoro. Quem é que gosta de sofrer por alguém? Ninguém. Penso... Palavras me fogem no momento que você vem na minha mente. Calafrios. Odeio saber que seu cheiro me faz perder o chão. Odeio você. Mas... amor, fica mais uma noite. Só mais uma, a cada dia que passa. Fica.

Tristeza é dor sem palavras, dor sem fim, escorre pelos poros de uma felicidade inexistente. Amor. Quem é você pra me prender assim? Sou livre, pra ir e vir; gostar de quem eu bem entender. Na hora e na intensidade que EU quiser. Por que faz isso? Seu olhar, a espera por um beijo, nada disso vale. Palavras. Me deixa ser sua dona pra sempre. Não foge. Tirou a minha liberdade, agora preciso ser dona da sua também.

Vida? Amor? Vida sem amor? Qual é a sua? Preciso de você. Preciso dormir com sua respiração na minha nuca todos os dias da minha vida.

Nunca mais diga uma palavra que faça meu coração doer. Nunca mais faça eu sentar na frente do espelho e enxergar uma outra pessoa. Pessoa, felicidade inexistente. Qual é a palavra?

E eu... escrota. O que tenho pra reclamar? Obrigada, amor. Sim... as coisas precisam ser do meu jeito. EGOÍSMO.

Amo. Sofro. Vivo.

Palavras... fogem toda vez que escuto sua voz. Então, é isso? Vida para amar.
Não sou nada sem você. Respiração?

Me esqueci em você. Me perdi em cada veia do seu corpo. Cada traço, cada cheiro, cada fio.

Me perdoe por cada palavra não dita. Por ter meu silêncio como resposta de suas perguntas. Fica? Comigo. Do meu lado. Assim, como está.

Tristeza tira o chão. Dói. Vomitamos ela, pra ela não ficar em nós. Não vamos deixar que ela faça parte do nosso corpo. Não vamos nos acostumar com ela. Não vamos deixar ela nos prender. Dorme aqui, no mesmo travesseiro que eu. Estamos tão ligados que dormimos e acordamos no mesmo travesseiro, do mesmo jeito, no mesmo abraço.

Palavras. Escrevo apago escrevo escrevo apago escrevo... Deixo.

Amor com vida. Respiro você. Do mesmo jeito que você respira a mim.

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